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Venda de moedas em câmbio turismo recua entre 40% e 50% nas agências.

Venda de moedas em câmbio turismo recua entre 40% e 50% nas agências.

DCI 29-07

No acumulado de janeiro a junho de 2015, Banco Central apurava queda de 20,1% nas despesas de turistas em viagens internacionais, mas as corretoras esperam retomada no último trimestre

São Paulo - Diante das altas recentes no dólar comercial e no euro comercial, a venda de moeda estrangeira no segmento turismo das corretoras de câmbio recuou entre 40% e 50% no mês de julho. Os operadores até diminuíram suas margens (spreads) nas operações.

Segundo o diretor-geral da corretora Graco Exchange, Leandro Gomes, a estratégia para enfrentar a queda de 40% nas vendas foi cortar custos e diminuir as margens para não perder os clientes.

Ele informou que o valor do dólar turismo subiu 24,8% no ano até ontem, enquanto o dólar comercial avançou 25,2% em igual período. No euro turismo o preço avançou 13,8% no ano, ao passo que o euro comercial subiu 14,86% no ano, até ontem.

No acumulado de janeiro a junho de 2015, as despesas com viagens internacionais caíram 20,1% para US$ 9,94 bilhões ante US$ 12,44 bilhões em igual período de 2014.

"Não estamos num cenário tão horrível como o das montadoras que não estão vendendo nada. Mas fizemos uma alocação de funcionários para outros segmentos [do turismo para o comercial] e reduzimos custos com ligações. Nós esperamos uma retomada do turismo internacional no final de 2015", apontou Gomes.

O diretor acredita que o segmento de câmbio turismo tende a se ajustar diante da nova realidade. "O câmbio ainda vai alcançar um ponto de equilíbrio, tudo que é preço é uma questão de assimilação, quando houver uma estabilidade, os clientes vão planejar melhor suas viagens", argumentou.

Como exemplo desse ajuste, Gomes disse que o brasileiro não deixará de viajar, mas fará economia. "Em vez de ficar 15 dias no destino, ficará 8. Se não der para ir para a Europa ou Estados Unidos irá para o Chile ou Argentina", contou.

Na mesma linha, o diretor de câmbio da corretora Ourominas, Mauriciano Cavalcante, também vê um consumo maior de viagens internacionais no final do ano. "O mercado interno não vai segurar toda a demanda por turismo, já houve um aumento de preços nos pacotes nacionais e a TAM retirou de circulação 2% da frota doméstica por causa dos custos com combustíveis", diz.

Cavalcante contou que na sua corretora, a queda na venda de moeda estrangeira ficou entre 40% a 50%. "Estamos sentindo desde que o dólar passou a barreira de R$ 3 há alguns meses", disse o diretor.

A recomendação dele para o cliente que está planejamento a viagem de final do ano é fazer compras mensais e formar um preço médio. "Nossa expectativa é que o dólar termine o ano abaixo do patamar atual, mas para quem está com viagem marcada nos próximos dias, talvez seja melhor comprar já para não ser surpreendido por uma alta maior", alertou Cavalcante sobre os riscos de aumento nos preços da moeda estrangeira no horizonte de curtíssimo prazo.

Motivos diversos

Ontem, o principal motivo para a máxima de R$ 3,433 do dólar comercial foi a revisão pela agência internacional de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) de perspectiva de "neutra" para "negativa" da nota de crédito do Brasil.

"Mas o câmbio já vinha subindo desde a semana passada, primeiro por causa da redução da meta fiscal do governo de 1,1% para 0,15% [do PIB], dez vezes menor, o que diminui a confiança no País. Depois houve a queda forte da Bolsa da China, e o desemprego americano que veio menor que o esperado. Além disso, tem as notícias diárias ruins da Lava Jato e os especuladores que estão deixando o mercado muito nervoso, e o Banco Central não está interferindo no mercado, ou seja, está deixando o preço flutuar", enumerou Mauriciano Cavalcante.


Publicação: DCI - Diário Comércio Indústria & Serviços
Data:
 29 de julho de 2015
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